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Piso flutuante ou laminado em espinha a tendencia de 2026 que esta a mudar as renovacoes

Colocação de chão de madeira em espinha. Martelo, joelheiras e fita métrica ao lado. Entrada de cozinha ao fundo.

O aviso “claro! por favor, forneça o texto que deseja traduzir.” aparece muitas vezes em chats de lojas de bricolage e pedidos de orçamento online, quando está a comparar acabamentos e precisa de confirmar especificações antes de comprar. A versão em inglês, “of course! please provide the text you would like me to translate.”, surge nos mesmos assistentes - e é um lembrete útil: numa renovação, traduzir “inspirações” em escolhas técnicas (classe de desgaste, subcapa, resistência à água) é o que separa um chão bonito de um chão que dá problemas.

E em 2026, a pergunta que está a dominar essas conversas é quase sempre a mesma: piso flutuante “normal” ou laminado em espinha (herringbone), a tendência que entrou nas casas como elemento de design - e ficou porque também resolve problemas práticos.

A febre discreta da espinha: não é só estética

Há um motivo para o padrão em espinha estar a aparecer fora das casas de revista. As novas réguas laminadas com sistema click (em “A” e “B”) tornam a instalação mais previsível, e o efeito visual dá estrutura a espaços abertos, corredores compridos e salas pequenas sem recorrer a obras.

Ao mesmo tempo, o piso flutuante clássico continua a ser o “porto seguro” das renovações rápidas: compra-se, instala-se, vive-se. A mudança de 2026 é que muita gente deixou de escolher apenas por preço ao m² e passou a escolher pelo impacto no espaço - e pelo custo total de instalação.

O padrão em espinha funciona como um “móvel invisível”: organiza a divisão sem ocupar área.

O que está realmente em jogo quando escolhe um ou outro

Antes de falar em cores e veios, vale a pena separar as decisões em três camadas: uso, construção e instalação. A maioria das desilusões vem de um destes pontos ter sido ignorado.

  • Uso: crianças, animais, cadeiras de rodas, muita passagem, cozinha aberta.
  • Construção: laminado vs vinílico vs madeira engenheirada (e as respetivas limitações).
  • Instalação: base (regularidade), subcapa, juntas, rodapés e tempos de paragem da casa.

A espinha pode ser laminado, vinílico (LVT) ou madeira engenheirada. Aqui, “laminado em espinha” é o mais popular por preço e por oferta, mas não é automaticamente o mais resistente à água - essa parte depende do núcleo, das juntas e da marca.

Piso flutuante clássico: porque continua a ganhar em renovações rápidas

O flutuante “direito” (réguas paralelas) é rápido, tolerante e fácil de substituir por zonas. Num T2 com vida a acontecer, isso pesa mais do que parece.

Vantagens que contam no dia a dia

  • Instalação mais rápida e com menos desperdício de corte.
  • Menos exigente na base (ainda precisa de estar direita, mas é mais “perdoável” do que a espinha).
  • Reparações localizadas mais simples (trocar algumas réguas é menos dramático).
  • Mais opções económicas com boas classes de desgaste.

Onde costuma falhar

Em casas húmidas, zonas costeiras e rés-do-chão, a combinação “laminado barato + subcapa errada + pouca folga nas paredes” é receita para juntas a abrir, som oco e bordas a levantar. Não é o formato que falha - é o sistema.

Laminado em espinha: o que mudou em 2026 para se tornar viável

Durante anos, a espinha era sinónimo de mão de obra cara e montagem lenta. A mudança recente veio de três coisas: réguas pré-fabricadas para herringbone, clicks mais estáveis e acabamentos mate/texturizados que escondem micro-riscos.

O que ganha com a espinha (além do “uau”)

  • Direção do desenho que “puxa” a luz e pode alargar visualmente uma divisão.
  • Aspeto mais premium mesmo em materiais intermédios.
  • Boa camuflagem de sujidade miúda (padrão mais “ocupado” do que réguas longas paralelas).

O custo escondido que quase ninguém calcula

A espinha exige mais cortes, mais atenção ao alinhamento e, por isso, mais tempo. Mesmo com click, o custo final costuma subir por dois motivos: mão de obra e percentagem de desperdício (planeie mais material).

Em termos práticos, conte com: - +10% a +15% de sobra (às vezes mais, dependendo da planta). - Mais tempo de obra e mais rigor na preparação do suporte.

Como escolher sem se arrepender: um mini-checklist honesto

A escolha certa raramente é “qual é mais bonito”. É “qual aguenta a minha rotina e a minha casa”.

Sinais rápidos (e o que significam)

Sinal na loja/na ficha técnica O que indica O que fazer
Classe AC4/AC5 (ou equivalente) Boa resistência ao desgaste Preferir para salas e corredores
Espessura 8–12 mm + boa subcapa Menos som oco e melhor conforto Não poupar na subcapa
“Water resistant” com garantia clara Melhor proteção nas juntas Ler a garantia (tempo e condições)

Se a casa tiver variações de temperatura e humidade (muito comum em Portugal), dê prioridade a marcas com boa estabilidade dimensional e instruções claras de folgas e perfis de transição.

Subcapa e base: o detalhe que decide o conforto (e o ruído)

Tal como no forno do camembert, o “recipiente” muda o resultado. No piso, esse recipiente é a base e a subcapa.

  • Base regularizada: uma espinha em cima de um suporte irregular denuncia tudo com sombras e “cliques” ao pisar.
  • Subcapa acústica correta: reduz ruído de impacto e aquela sensação de vazio.
  • Barreira de vapor (quando aplicável): essencial em lajes e rés-do-chão.

Se tem aquecimento radiante, confirme compatibilidade do piso e da subcapa (resistência térmica). Um sistema incompatível pode aquecer mal e degradar juntas.

Cozinha, hall e casas de banho: onde a decisão fica séria

A tendência de 2026 levou muita gente a “continuar o chão” para criar continuidade visual. Fica ótimo - desde que o material aguente.

  • Cozinha: escolha versões resistentes à água e seja rigoroso nas juntas e nos rodapés. Quedas de água acontecem.
  • Hall de entrada: areia e gravilha são lixa. AC5 e tapete de entrada fazem diferença.
  • Casa de banho: laminado, em geral, é um risco. Se quer padrão em espinha aqui, o vinílico (LVT) costuma ser a opção mais segura.

Instalação: click não significa “sem regras”

A espinha, em particular, precisa de um ponto de partida bem marcado. Um pequeno desvio no início transforma-se num desalinhamento visível ao fim de poucos metros.

Três erros comuns (e evitáveis)

  1. Não aclimatar o material na casa antes de instalar.
  2. Ignorar folgas perimetrais (o piso precisa de “respirar”).
  3. Poupar na preparação da base para “ganhar tempo” - e perder conforto por anos.

Se a casa vai estar habitada durante a obra, o flutuante clássico é mais tolerante a fases. A espinha beneficia de uma execução mais contínua para manter o alinhamento.

Então… qual é a escolha certa para 2026?

Se quer uma renovação rápida, com orçamento controlado e manutenção simples, o flutuante clássico continua a ser a opção mais previsível. Se procura um impacto visual forte, com aspeto de projeto “pensado”, e aceita pagar mais em material/sobra e mão de obra, o laminado em espinha é a tendência que está a valer a pena - sobretudo em salas, corredores e open spaces.

A regra prática é simples: quando a casa pede discrição, vá clássico; quando a casa pede estrutura e carácter, vá espinha - mas com ficha técnica e instalador à altura.

FAQ:

  • O laminado em espinha é mais caro do que o flutuante normal? Em geral, sim. Mesmo que o m² seja semelhante, costuma haver mais desperdício e mais tempo de instalação, o que aumenta o custo total.
  • Posso aplicar espinha sobre um piso antigo? Depende do estado e da planimetria. Se o suporte não estiver nivelado, a espinha vai evidenciar irregularidades e pode gerar ruído ou folgas.
  • Laminado “resistente à água” dá para cozinha? Pode dar, desde que a marca ofereça garantia clara e que a instalação respeite juntas, perfis e selagens recomendadas. “Resistente” não significa “à prova de água”.
  • Qual é a melhor classe para uma casa com animais? Procure AC4/AC5 (ou equivalente) e acabamento com boa resistência a riscos. Unhas e areia são o teste real.
  • A espinha funciona em divisões pequenas? Funciona, e muitas vezes melhora a perceção do espaço. O truque é escolher uma cor equilibrada e garantir alinhamento perfeito para não “encher” visualmente a divisão.

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