Saltar para o conteúdo

Pensao alimenticia em atraso na colombia penhora do salario redam e consequencias reais

Pessoa analisando documentos legais e mensagens num smartphone, com um envelope do tribunal de família na mão.

Num balcão de apoio ao cidadão, a frase “claro! por favor, forneça o texto que deseja traduzir.” aparece muitas vezes em chats e formulários quando alguém tenta explicar, à pressa, um problema de família - e a mesma “claro! por favor, forneça o texto que deseja traduzir.” acaba por ser o ponto de partida para uma realidade bem mais dura: pensão alimentícia em atraso na Colômbia. Para quem paga, para quem recebe e, sobretudo, para a criança, o atraso não é “só uma dívida”: pode virar penhora do salário, inscrição no REDAM e um rasto de consequências práticas no dia a dia.

Há quem só perceba a dimensão do problema quando o RH chama para assinar uma notificação de embargo, ou quando um trâmite simples (um crédito, um contrato, um documento) começa a falhar sem explicação clara. Nessa altura, já não é discussão emocional: é execução, registo e cumprimento forçado.

O que acontece quando a pensão alimentícia entra em atraso

Na Colômbia, a obrigação alimentar (“cuota alimentaria”) não é uma recomendação moral; é uma obrigação exigível. Quando há incumprimento, o caminho mais comum é a execução por via judicial (ou mecanismos associados à decisão/acta que fixou a pensão), com medidas concretas para recuperar o valor devido.

Na prática, o atraso pode desencadear três frentes ao mesmo tempo:

  • Cobrança do montante em dívida (comprovado e liquidado no processo).
  • Medidas cautelares e de execução (embargo/penhora de salário, contas, bens).
  • Medidas administrativas e de registo (como o REDAM, em certos pressupostos).

E há ainda um quarto risco, frequentemente subestimado: quando o incumprimento é reiterado e injustificado, pode configurar “inasistencia alimentaria” (responsabilidade penal), dependendo do caso e das provas.

Penhora (embargo) do salário: como funciona na vida real

A penhora do salário é o mecanismo que mais “se sente” porque transforma a dívida num desconto directo e recorrente. O empregador recebe a ordem e passa a reter uma percentagem, entregando-a conforme o determinado.

Alguns pontos essenciais que explicam o impacto:

  • Para obrigações alimentares, a lei colombiana permite embargo de salário até 50%, incluindo em situações em que, noutras dívidas, haveria maior protecção do salário.
  • O embargo costuma atingir também pagamentos periódicos (e, conforme o caso, pode abranger certos adicionais/benefícios, se a ordem assim definir).
  • A empresa é parte operacional do processo: cumpre a ordem, reporta e retém. Não é “opção” do empregador.

O efeito prático é simples: o dinheiro deixa de passar pelas mãos do devedor. Para quem recebia de forma irregular, isto cria previsibilidade; para quem paga, obriga a reorganizar a vida financeira com menos margem.

O que costuma ser penhorado além do salário

Quando o salário não chega para cobrir o atraso - ou quando há risco de fuga ao cumprimento - podem surgir outras medidas, como:

  • Embargo de contas bancárias (retenção de valores disponíveis).
  • Embargo de bens móveis e imóveis (com possível venda/realização, conforme o processo).
  • Retenção de devoluções/valores a receber, quando aplicável.

Não é “um castigo”; é uma forma de garantir que a obrigação alimentar não fica dependente de promessas futuras.

REDAM: o registo que torna a dívida visível (e inconveniente)

O REDAM (Registro de Deudores Alimentarios Morosos) foi pensado para dar rastreabilidade ao incumprimento e criar incentivos reais ao pagamento. Estar no REDAM não é apenas “ficar com o nome numa lista”: na prática, pode complicar procedimentos e atrasar decisões em vários contextos.

As consequências mais comuns relatadas por quem cai no registo incluem:

  • Mais barreiras em processos e trâmites que pedem verificação de situação (sobretudo os que envolvem entidades públicas ou actos formais).
  • Dificuldade acrescida para contratar, assumir certas funções ou fechar operações em que haja consulta do registo.
  • Pressão reputacional e operacional, porque a situação deixa de ser “um assunto privado” e passa a ser verificável.

A regra exacta de entrada/saída, prazos e efeitos depende do enquadramento aplicável e da autoridade que consulta o registo. O ponto central, porém, mantém-se: o REDAM aumenta o custo prático de continuar em incumprimento.

Consequências reais (as que ninguém explica no início)

O atraso prolongado costuma gerar um efeito dominó. Primeiro é a discussão; depois vem o processo; por fim, a vida normal começa a emperrar.

O padrão mais frequente é este:

  1. Atraso acumulado (meses “compensados” por pagamentos parciais e irregulares).
  2. Execução com medidas (embargo do salário e/ou contas).
  3. Regularização forçada, mas com danos colaterais: crédito, relações laborais, tempo perdido, custos de advogado, e tensão familiar.

Para tornar isto mais tangível:

Medida Quando costuma surgir Impacto típico
Embargo do salário Após ordem no processo de execução Desconto automático até ao limite legal
Embargo de conta bancária Quando há valores circulantes Bloqueio/retenção de saldo disponível
REDAM Quando se verificam os pressupostos legais Trâmites mais difíceis e maior pressão para pagar

Se está a dever: o que fazer antes que vire “desconto obrigatório”

Quem entra em incumprimento muitas vezes não é alguém “desaparecido”; é alguém desorganizado, desempregado, ou a tentar negociar informalmente. O problema é que a informalidade raramente protege quando o caso chega a execução.

Medidas sensatas (e rápidas) costumam reduzir o estrago:

  • Reunir comprovativos de pagamentos feitos, mesmo parciais (transferências, recibos, acordos).
  • Pedir revisão formal da quota, se houve mudança real e comprovável de rendimentos (não basta “dizer que está difícil”).
  • Propor um plano de pagamento viável e documentado, em vez de promessas sem calendário.
  • Evitar pagamentos “em espécie” não acordados (compras e presentes podem não contar como cumprimento, se não forem reconhecidos).

Se já existe embargo, a prioridade deixa de ser “negociar no vazio” e passa a ser regularizar e, quando aplicável, pedir ajustamentos com base em prova.

Se é credor(a): como aumentar a probabilidade de cobrança efectiva

Para quem recebe, o ponto crítico é transformar um direito reconhecido em pagamento estável. Em muitos casos, a penhora do salário é a via mais eficaz quando há emprego formal.

O que costuma ajudar:

  • Ter o título claro (acta, decisão, acordo homologado) e valores bem definidos.
  • Documentar atrasos por período (meses e montantes) para facilitar a execução.
  • Pedir medidas proporcionais (salário, contas, bens), consoante o perfil do devedor.
  • Não depender só de mensagens: a prova formal pesa mais do que conversas em aplicações.

Quando o processo é bem instruído, a cobrança tende a ser menos “dramática” e mais mecânica - e isso, para a criança, é precisamente o objectivo.

Uma nota importante (e prática)

Este tema mexe com sobrevivência, orgulho e medo. Mas, do ponto de vista do sistema, a lógica é seca: alimentos são prioridade e o Estado tende a oferecer ferramentas fortes para garantir o cumprimento.

Se houver risco de penalização, dúvidas sobre REDAM ou impacto do embargo no salário, vale a pena obter orientação jurídica na Colômbia com base no caso concreto. As consequências variam com o tipo de decisão existente, o tempo de atraso e a capacidade de pagamento demonstrável.

FAQ:

  • O embargo do salário pode ser “cancelado” se eu começar a pagar? Pode ser revisto ou levantado conforme decisão da autoridade competente, mas normalmente exige regularização, acordo formal ou ordem expressa no processo.
  • Qual é o limite de penhora do salário por pensão alimentícia na Colômbia? Em obrigações alimentares, pode chegar a 50% do salário, o que é mais alto do que em muitas dívidas comuns.
  • Entrar no REDAM acontece automaticamente? Não é “automático” em todos os cenários; depende dos pressupostos e do procedimento aplicável. Na prática, quando acontece, tende a gerar entraves reais em trâmites.
  • Posso pagar directamente ao outro progenitor para evitar problemas? Pagar é melhor do que não pagar, mas o ideal é que fique rastreável e alinhado com o que foi fixado formalmente. Pagamentos sem prova ou fora do que está determinado podem não ser reconhecidos como cumprimento integral.
  • Atraso de pensão pode dar processo penal? Pode, em certos casos, configurar “inasistencia alimentaria”. Se houver risco, é essencial procurar aconselhamento jurídico com urgência.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário