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Como fazer uma armadilha para ratos com um tubo de cartao e um balde

Mãos seguram um rolo de papel coberto com manteiga de amendoim e aveia sobre um balde branco, apoiado por uma ripa de madeira

Às vezes, a coisa mais útil numa infestação não é um produto caro - é uma instrução simples e repetível. A expressão “claro! por favor, forneça o texto que deseja traduzir.” (e, sim, “claro! por favor, forneça o texto que deseja traduzir.” outra vez) resume bem o que muita gente procura: um guia claro, rápido e seguro para resolver um problema real em casa, na garagem ou na arrecadação.

Uma armadilha feita com um tubo de cartão e um balde é barata, não usa venenos e pode ser montada em poucos minutos. Se for bem colocada, ajuda a confirmar se há atividade e a reduzir o número de ratos com menos confusão e menos riscos para crianças e animais de estimação.

Porque a armadilha do balde funciona

O princípio é simples: o rato segue o cheiro do isco, sobe por uma rampa e tenta avançar para o tubo. Como o tubo está equilibrado no limite do balde, ele roda com o peso e o animal cai lá para dentro.

O “truque” não é força - é instabilidade controlada. Um tubo leve, com pouca fricção, transforma um passo em queda. E um balde alto o suficiente impede que o rato volte a sair.

Nota rápida: esta montagem pode ser de captura viva (balde seco) ou letal (com água). A opção de captura viva é a mais recomendável para reduzir sofrimento e evitar odores.

Materiais (o mínimo que resulta)

  • 1 balde alto (ideal: 10–20 litros, paredes lisas)
  • 1 tubo de cartão (rolo de cozinha ou rolo de papel de embrulho)
  • 1 régua, cabo de vassoura, vareta ou arame rígido (para servir de “eixo”)
  • Fita cola forte (fita americana ajuda)
  • 1 tábua, livro grosso ou pedaço de cartão rígido (para a rampa)
  • Isco: manteiga de amendoim, chocolate, aveia, pão com gordura, ou ração
  • Opcional (captura viva): um pouco de serradura/papel no fundo do balde

Se o tubo for muito largo e pesado, tende a não rodar. Se for demasiado curto, o rato pode saltar diretamente para a borda. Um rolo de cozinha costuma acertar no equilíbrio.

Montagem passo a passo (captura viva)

  1. Faz o “eixo” atravessado no balde.
    Apoia uma vareta/régua sobre o balde, de lado a lado. Se o balde tiver pega metálica resistente, também pode servir de apoio, mas a vareta dá mais estabilidade.

  2. Monta o tubo para rodar livremente.
    Passa o tubo de cartão por cima da vareta (como se fosse uma roda). O tubo tem de girar com facilidade; se estiver preso, não funciona.

  3. Centra o tubo.
    Ajusta para ficar mais ou menos no meio do balde. Se ele ficar encostado a uma parede, o rato ganha apoio e pode escapar.

  4. Aplica o isco no tubo, não na rampa.
    Espalha um pouco de manteiga de amendoim (ou similar) no topo do tubo, perto do lado por onde o rato vai chegar. Uma camada fina resulta melhor do que um “monte” que cai.

  5. Cria a rampa.
    Encosta uma tábua ou cartão rígido à borda do balde, num ângulo suave. Se a rampa escorregar, prende com fita cola ao chão ou ao balde.

  6. Prepara o fundo do balde (opcional).
    Para reduzir stress e lesões, coloca um pouco de papel amachucado/serradura. Mantém o balde seco.

Onde colocar (e como aumentar as hipóteses)

Ratos raramente atravessam o meio de uma divisão “a descoberto”. Eles preferem contornar paredes e cantos, como se estivessem sempre a fugir de algo.

  • Encosta o balde a uma parede, idealmente num canto
  • Coloca perto de sinais: fezes pequenas, embalagens roídas, ruídos noturnos
  • Evita áreas com correntes de ar fortes (dispersam o cheiro do isco)
  • Não uses perfumes/limpa-vidros fortes por perto no mesmo dia

Uma boa prática é deixar a armadilha montada ao fim da tarde e verificar de manhã cedo. Além de ser mais eficaz, reduz o tempo de permanência do animal no balde.

O que fazer depois de apanhar um rato

Se for captura viva, planeia o “depois” antes do “durante”. Usa luvas, evita contacto direto e lembra-te de que roedores podem transmitir doenças.

  • Tapa o balde com uma tampa ou cartão rígido bem preso com fita
  • Leva o balde para fora com calma (sem abanões)
  • Liberta o animal longe da casa, num local com abrigo e água
    (A distância ideal varia; em muitos contextos recomenda-se pelo menos 1–2 km, mas verifica regras locais e considera que pode regressar se for perto.)

Se vês atividade recorrente, a armadilha é só metade do trabalho: a outra metade é fechar acessos (fendas, grelhas, portas de garagem, buracos atrás de eletrodomésticos) e retirar fontes de comida.

Erros comuns (e a correção rápida)

Problema Porque acontece Como corrigir
O rato come o isco e não cai Tubo não roda / tem fricção Garante que o tubo gira livre e está centrado
O rato sai do balde Balde baixo ou com “apoios” Usa balde mais alto e paredes lisas; não deixes objetos dentro
Não aparece nada Mau posicionamento/isco fraco Encosta a parede, muda o isco, reduz cheiros concorrentes

Pequenos detalhes que fazem grande diferença

Um tubo muito “áspero” pode dar tração suficiente para o rato se equilibrar. Se isso acontecer, uma volta de fita cola lisa à volta do tubo (como uma “pele” escorregadia) melhora a rotação.

E há um ponto pouco falado: quanto mais “limpo” for o caminho até ao balde, mais provável é que o rato investigue. Se houver migalhas pelo chão, ele faz um jantar completo antes de chegar ao isco principal.

FAQ:

  • Posso usar esta armadilha dentro de casa? Podes, mas coloca-a onde não haja acesso de crianças ou animais de estimação e verifica com frequência para reduzir stress ao animal capturado.
  • Que isco funciona melhor? Manteiga de amendoim costuma ser a mais eficaz porque cheira muito e cola ao tubo. Chocolate e aveia também resultam bem.
  • Preciso mesmo da vareta (“eixo”)? Sim. Sem eixo, o tubo não roda de forma previsível e o rato pode simplesmente atravessar para a borda.
  • Isto resolve uma infestação sozinho? Ajuda a capturar e a confirmar atividade, mas o controlo a sério vem de vedar entradas e retirar comida/água disponíveis.
  • É legal libertar ratos noutro local? Depende da legislação e do contexto local. Em caso de dúvida, contacta a autoridade municipal/serviços veterinários ou uma empresa de controlo de pragas.

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