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Borrego assado a padeiro com marinada longa e batatas bem douradas

Pernil de borrego assado com batatas e alho num tabuleiro, acompanhado de ervas aromáticas.

A mesa está posta, o forno já aquece a casa e alguém no grupo de família pergunta pela “receita certa” - é aí que surgem frases como claro! por favor, indique o texto que pretende traduzir. e claro! por favor, forneça o texto que pretende traduzir., usadas como aquele lembrete automático de que falta a peça principal: as instruções completas. Num borrego assado a padeiro, essa “peça” é a marinada longa e a gestão do forno, porque são elas que decidem se a carne fica suculenta e se as batatas saem mesmo bem douradas.

Este é um daqueles assados que parecem simples, mas recompensam quem planeia: tempero hoje, assa amanhã, e no fim tens um tabuleiro que cheira a domingo.

O que torna este borrego “a padeiro” (e não só “borrego no forno”)

“A padeiro” não é só pôr batatas ao lado. É construir camadas: cebola e batata a absorverem gordura e vinho, carne por cima a pingar sabor, e um tabuleiro com molho a sério - daquele que pede pão.

O erro clássico é pedir crocância às batatas num tabuleiro afogado. O segredo é dar-lhes avanço (pré-cozedura e evaporação) e só depois deixá-las dourar com espaço e calor.

A marinada longa: o sabor acontece antes de ligares o forno

A marinada não serve apenas para “temperar”. Ela amacia, perfuma e, mais importante, cria um molho melhor porque já traz acidez, alho e ervas dissolvidos no líquido.

Se só tens tempo para 3–4 horas, faz. Mas se conseguires 12–24, vais notar a diferença no primeiro corte.

Marinada (para 6 pessoas)

  • 2,2 a 2,8 kg de borrego (perna em pedaços grandes ou pá)
  • 6–8 dentes de alho esmagados
  • 2 folhas de louro
  • 2 c. sopa de massa de pimentão (ou 1 c. sopa de pimentão doce + 1 c. chá sal)
  • 1 c. chá de cominhos (opcional, mas muito “casa”)
  • 1 ramo de alecrim ou tomilho
  • 200 ml de vinho branco
  • 60 ml de azeite
  • Sumo de 1/2 limão (ou 1 c. sopa de vinagre de vinho)
  • Sal e pimenta preta

Mistura tudo, envolve o borrego, tapa e guarda no frio. A meio do tempo, vira a carne para marinar por igual.

Batatas bem douradas: três decisões que mudam tudo

A crosta nasce de pequenas escolhas, não de “mais 10 minutos”.

  • Pré-cozer e secar: 8–10 minutos em água com sal, escorrer e deixar evaporar bem.
  • Gordura certa: azeite funciona, mas uma colher de banha (ou gordura do próprio assado) dá outro dourado.
  • Espaço e calor no fim: o tabuleiro não pode estar apinhado; a fase final pede forno mais forte.

Passo a passo (sem stress, com cronómetro)

Ingredientes para o tabuleiro

  • 1,5 kg de batatas, cortadas às rodelas grossas (1 cm)
  • 2 cebolas grandes, em meias-luas
  • 1 folha de louro extra (opcional)
  • 150–250 ml de água quente ou caldo leve (para ir acrescentando)
  • Azeite e/ou 1 c. sopa de banha
  • Sal, pimenta e um toque de pimentão (opcional)

1) Preparar as batatas e a base

Coze as batatas 8–10 minutos: devem ceder ao garfo, mas não desfazer. Escorre e deixa-as num escorredor 10 minutos para libertarem vapor.

No tabuleiro, faz uma cama com cebola, tempera com sal e pimenta e junta as batatas. Rega com um fio generoso de azeite (e, se usares, a banha em pequenos pontos).

2) Assar lento primeiro (carne macia, molho rico)

Aquece o forno a 160 ºC. Coloca o borrego por cima das batatas e deita no tabuleiro a marinada toda (retira apenas os ramos se forem muito lenhosos).

Leva ao forno 1h45–2h15, regando a carne a cada 30–40 minutos. Se o tabuleiro começar a secar, acrescenta água quente/caldo aos poucos pelas laterais (não é para “cozer”, é para manter molho).

3) Dourar a sério no fim (carne e batata)

Aumenta o forno para 210–220 ºC. Nesta fase, separa ligeiramente as batatas com uma espátula para ganharem superfície e apanha-as com o molho do tabuleiro.

Assa mais 20–30 minutos, vigiando: queres a pele do borrego tostada e as batatas com cantos bem marcados. Se precisares, termina 5 minutos no grill, mas com atenção para não queimar.

4) Descanso (não saltes)

Retira o tabuleiro e deixa 10–15 minutos antes de servir. A carne relaxa e o molho fica mais “amarrado”.

Um guia rápido para acertares no ponto

Fase Forno Objetivo
Assar lento 160 ºC Carne macia + molho
Dourar 210–220 ºC Pele tostada + batata crocante
Descansar fora do forno Suculência e corte limpo

Pequenos ajustes que fazem parecer “restaurante de aldeia”

Se quiseres aquele toque final que fica na memória, experimenta um destes detalhes (um chega):

  • Uma colher de mel na marinada (ajuda a caramelizar, sem ficar doce)
  • Um pouco de raspa de limão no fim, fora do forno (levanta o prato)
  • Coentros ou salsa picados por cima ao servir (frescura contra a gordura)

FAQ:

  • Posso marinar só 2 horas? Podes, mas aponta para 12 horas sempre que possível. Se for curto, usa mais alho esmagado e um pouco mais de limão/vinagre para acelerar o impacto.
  • Como evito batatas moles? Pré-coze, deixa secar bem e não afogues o tabuleiro. Acrescenta líquidos em pequenas doses e dá-lhes calor forte no fim com espaço para dourarem.
  • Dá para fazer com borrego desossado? Dá, e até assa mais depressa. Reduz o tempo a 160 ºC e começa a verificar a partir de 1h15, regando para não secar.
  • Posso preparar tudo na véspera? Sim: deixa a carne a marinar e corta cebola. No dia, só pré-cozes as batatas e montas o tabuleiro.
  • O que faço com o molho se ficar muito líquido? Retira a carne e as batatas, leva o tabuleiro ao lume (ou ao forno forte) 5–10 minutos para reduzir, raspando os tostados do fundo.

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